Sindsegur realiza seminário sobre reforma da Previdência e convoca vigilantes para defender Aposentadoria Especial

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Fotografia: Taian Marques/Coletivo Foque

O seminário organizado pelo nosso sindicato no dia 08/6 reuniu no auditório do Sinpol/RN o advogado previdenciarista, André Carvalho, o mediador da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Cláudio Gabriel, e a ex-superintendente da Previdência Social do RN, Francis Gomes, que esclareceram sobre os impactos da reforma da Previdência na aposentadoria dos vigilantes.

É importante destacar que tal reforma ignora os riscos da profissão de vigilante e acaba com a aposentadoria especial, que atualmente garante aos trabalhadores da segurança privada o direito de se aposentar com 25 anos de trabalho, sem exigência de idade mínima. Se a reforma da Previdência for aprovada o vigilante terá que ter 65 anos de idade e a vigilante, 62, para conseguir se aposentar, acabando com uma conquista histórica que é a aposentadoria especial para mais de 2.500.000 vigilantes em todo o Brasil.

A reforma também acaba com o direito ao abono do PIS para quem ganha mais de um salário mínimo. Atualmente, o limite se estende a dois salários mínimos, beneficiando mais de 90% dos vigilantes que recebem o referido abono.

Diante de tantas ameaças aos direitos, nesta sexta-feira, 14 de junho, o Brasil vai parar para dizer não à reforma da Previdência, protestar contra o corte de verbas na educação e levar pra rua o grito por emprego.

A GREVE GERAL convocada pelas centrais sindicais vai unir as diversas categorias de trabalhadores dos setores público e privado para protestar contra a retirada dos direitos trabalhistas e sociais. Fábricas, bancos, transporte coletivo, comércio, construção civil, universidades e escolas vão paralisar suas atividades no país inteiro. Você vigilante não pode ficar de fora dessa luta, que tem a tarefa de barrar os ataques do governo Bolsonaro, que tenta jogar no lixo conquistas fundamentais, a exemplo da aposentadoria especial.

EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA

A coordenadora do movimento Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, explica que o objetivo da reforma da Previdência é implantar o regime de capitalização. Esse sistema acaba com a contribuição previdenciária por parte do empregador e do governo, cabendo ao trabalhador contribuir para sua aposentadoria individual. “O trilhão do Guedes vai sair dos mais pobres e vai para os bancos”, disse Fattorelli ao avaliar a reforma da Previdência encaminhada pelo ministro da economia do governo Jair Bolsonaro.

A LUTA POR EMPREGO

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o desemprego no Brasil já atinge 13,2 milhões de trabalhadores. Da mesma forma como no passado, os escândalos envolvendo o atual governo federal cresce a cada dia, assim como é crescente a insatisfação do povo com o aumento do custo de vida e o desemprego.

Junto às lutas em defesa da aposentadoria e por emprego, o SINDSEGUR manifesta total apoio à luta em defesa da educação pública, que também tem sido objeto de constantes ataques do governo federal, seja através de perseguições a alunos e professores, seja através do corte de verbas. Por motivo da redução no financiamento das universidades federais, por exemplo, a UFRN cancelou a 25ª edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec). Em 25 anos é a primeira vez que o maior evento acadêmico-científico do Rio Grande do Norte é cancelado. Mais uma grave situação que coloca em risco o emprego dos serviços terceirizados, a exemplo dos postos de vigilância nas instituições federais de ensino.

A força da GREVE GERAL neste 14 de junho será determinante para enfrentar e barrar os ataques do governo Bolsonaro que ameaça a aposentadoria, reduz o financiamento na educação e aumenta o desemprego. Vamos à luta!

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