SINDSEGUR na luta contra as demissões no INSS

0
10

Por assessoria de imprensa | Fotografia: Arquivo/CNTV

O coordenador geral do SINDSEGUR, Francisco Benedito (Bené), participou no último dia 14 de uma audiência com o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e a presidente do INSS, Elisete Berchiol, em Brasília.

cntv

O encontro que serviu para discutir sobre as demissões no INSS foi solicitado pela CNTV (Confederação Nacional dos Vigilantes), que também participou da reunião juntamente com os sindicatos dos vigilantes da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais e Distrito Federal.

De acordo com Bené, a substituição dos postos de vigilância noturna (12 x 36) pela vigilância eletrônica nas unidades do INSS deixará muitos vigilantes numa situação de risco. Ele afirma que, “Muitos companheiros estão há mais de vinte anos nestes postos de trabalho e não vai ser fácil conseguir outro emprego. Além disso, parte desses vigilantes estão quase se aposentando e a perda do emprego vai comprometer o processo de aposentadoria. São mais de dois mil pais de famílias que serão jogados no olho da rua. Em consequência do ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff, no Rio Grande do Norte o emprego de 82 vigilantes estão com os dias contados. Uma questão social séria que o governo federal precisa rever”.

O SINDSEGUR alerta que a segurança eletrônica não funciona, colocando em risco a vida dos trabalhadores e usuários dos postos do INSS. “Vemos isso com muita decepção, pois o governo federal, que diz ser dos trabalhadores, hoje muda o discurso e promove o desemprego. As contas das crises econômicas sempre cai nas costas dos trabalhadores, livrando os grandes empresários dos prejuízos causados por eles mesmos”, afirmou Bené.

2066

Para o coordenador do SINDSEGUR, apesar das dificuldades a categoria precisa ter esperança de que esse quadro das demissões pode ser revertido. “Vamos continuar lutando por salário digno e pela garantia do emprego. Esta é a segunda audiência do nosso sindicato com um ministro da Previdência. No final de 2014, com o ministro da época Garibaldi Alves, e agora com o ministro Carlos Gabas. Isso demonstra o quanto a nossa categoria avançou desde a fundação do SINDSEGUR, que hoje é reconhecido em todos os setores, aqui no estado e em todo o Brasil”.

Segundo o presidente da CNTV, José Boaventura, “Além do desemprego, há também a preocupação com a insegurança a que estarão expostos funcionários e usuários do INSS. Levamos documentos com números iniciais que levantamos de trabalhadores desempregados e agora esperamos que alguma medida seja tomada para poupar o emprego destes companheiros”.

PPP ou declarações emitidas pelos Sindicatos

De acordo com a CNTV, vigilantes que prestam serviço para o INSS estão com dificuldade para conseguir a aposentadoria especial, concedida aos 25 anos de serviço por exposição a risco. O motivo é que a Previdência não aceita o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), ou Laudo Pericial, emitido pelos sindicatos aos trabalhadores que tiveram contrato com empresas que já fecharam. Diante dessa situação os vigilantes estão recorrendo à justiça na tentativa de garantir a aposentadoria especial. O problema foi exposto durante a audiência no Ministério da Previdência Social. Na ocasião, o ministro Carlos Gaba e a presidente do INSS, Elisete Berchiol, prometeram agendar nova reunião para tratar sobre essa questão.

No Rio Grande do Norte o SINDSEGUR está conseguindo encaminhar a documentação dos vigilantes junto ao INSS, que tem reconhecido as declarações das empresas fechadas para fins de aposentadoria especial.