SINDSEGUR repudia conduta anti-sindical do SINDESP/RN

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O SINDSEGUR repudia a atitude anti-sindical do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio Grande do Norte – SINDESP/RN, que, contrariado com os rumos dos últimos acontecimentos, manifesta seu descontentamento de maneira desleal. Para tanto, teima em usar a população e a imprensa para desvirtuar o que é do conhecimento de todos. Só os empresários do SINDESP/RN que veem tudo ao contrário. A ganância cega ao ponto de ver as negociações apenas como um comércio, desprezando direitos fundamentais conquistados pela categoria.

Nesses termos, onde se coloca o poder e a riqueza acima dos direitos humanos, realmente é inaceitável qualquer negociação. Não dá para negociar com regras que só impõe retrocesso aos direitos trabalhistas e ao poder de compra do(a) trabalhador(a).

Portanto, o SINDESP/RN nunca esteve aberto para negociar, ao contrário, sempre impôs as regras de um jogo onde só o patrão que ganha.

Tanto a Lei de Greve, quanto as decisões judiciais estão sendo respeitadas. Agora, se a “abusividade do direito de greve” apontada pelos patrões se refere às fortes mobilizações da categoria, fiquem cientes que ainda vamos gritar muito daqui pra frente.

Se o SINDESP/RN afirma que não haverá extinção de direitos nem redução no salário, então, vamos retomar as negociações e assinar a Convenção Coletiva dos vigilantes patrimoniais do RN, sem nenhum direito a menos.

O SINDSEGUR também desaprova qualquer ato de violência, logo, é falsa a acusação dos “atos de violência praticados por parte de alguns membros do Sindicato Laboral”. Quando os empresários citam “as agressões que foram cometidas na última negociação no MTE”, na verdade, estão querendo dizer que não aceitam a liberdade sindical e de expressão representada nas manifestações durante a audiência na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/RN.

Ao se referir ao “impedimento do acesso à população aos bancos, hospitais, além de invasões em propriedades privadas”, mais uma vez o SINDESP/RN se opõe ao direito de greve. Vale lembrar que a greve não está impedindo o acesso da população a nenhuma instituição pública ou privada. Agora, greve significa paralisar os postos de trabalho. Isso é o que tem ocorrido de maneira ordeira e pacífica.

O SINDESP/RN divulga mais uma mentira quando informa que o salário do vigilante patrimonial no Rio Grande do Norte é R$ 1.684,77. Na verdade, o salário base da categoria aqui no estado é R$ 1.293,00. Outros valores dizem respeito a gratificações, como o adicional de periculosidade que é estendido aos vigilantes de todo o país.

Aqui cabe uma observação – O SINDSEGUR não compreende porque os patrões fazem questão de repetir que “o nível mínimo de escolaridade exigido por Lei é a 4ª série primária”. Isso não é motivo para rebaixar direitos nem salários.

O SINDSEGUR está, sempre esteve, à disposição para negociar a Convenção Coletiva de Trabalho, mas sem retrocessos nem perda salarial. Ao contrário dos patrões, que acham que negociar é obrigar o vigilante a aceitar voltar à época da escravidão. A categoria não aceita mais relações trabalhistas baseadas no trabalho escravo, como já ocorreu no passado. Por isso, luta por aquilo que se reclama como necessário para viver com dignidade.

O SINDSEGUR defende tão somente o anseio da categoria pelo direito garantido, que representa trabalho e salário digno. Daí o sentimento de união dos(as) trabalhadores(as) em greve, que é movido pela vontade de fazer valer nosso suor com todo respeito.

A liberdade sindical é um direito fundamental para a organização da classe trabalhadora na luta em defesa dos direitos. Querer desacreditar publicamente essa liberdade de mobilização, no caso da greve dos vigilantes, com afirmação falsa e desonrosa, constitui uma conduta anti-sindical, feita com ma-fé, que demonstra qual é o verdadeiro objetivo da nota divulgada pelo SINDESP/RN. Uma história mal contada com a intenção de enganar a população e a imprensa.

A greve continua firme e forte até que os patrões mantenham todos os direitos conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho. NENHUM DIREITO A MENOS!