Justiça condena homem que ameaçou e difamou diretor do Sindsegur Gerson Gomes a pagamento de indenização por dano moral

A liberdade de expressão ou de pensamento não é ilimitada, devendo observar o direito alheio, especificamente a intimidade, a honra e a imagem.

O juiz da 14ª Comarca Cível de Natal condenou, Álvaro Roberto, a indenizar em R$ 2,000 o diretor do Sindsegur Gerson Gomes por dano moral.

Após divergências políticas em um grupo de whatsapp o diretor Gerson Gomes foi vítima de uma série de xingamentos e ameaças de morte proferidas pelo réu em um grupo do WhatsApp.

“Cadê tu Gerson? Tu não é homem não seu viado safado. Tô aqui em frente o Camarões saia aqui fora para eu dar um tiro na sua cara seu vagabundo. Você hoje não vai morrer não mas a partir de segunda-feira você se prepare porque onde eu lhe pegar e lhe mato”

Gerson foi taxado de “covarde” e “ladrão”, além de ter sido  perseguido em seu local de trabalho como foi exposto em diversos áudios e vídeos comprobatórios.

Ressaltamos a importância da necessidade de preservação de um ambiente politico baseado na ética, democracia, com diálogo livre de constrangimentos, desrespeito e de autoritarismos. Se, de um lado, temos a liberdade de expressão, do outro podemos ter a dignidade da pessoa humana, o direito à vida privada, à imagem e à honra.

É lamentável e inadmissível que pessoas utilizem grupos de whatsapp da nossa valorosa categoria para disseminar discurso de ódio, injuria e difamação. A direção do Sindsegur repudia veementemente toda manifestação de ódio, violência, e intolerância sob qualquer pretexto.

A liberdade de expressão, apesar de fundamental e importantíssima como meio de garantia e desenvolvimento da nossa democracia, não pode ser utilizada como desculpa para prática discurso de ódio, preconceito, falta de respeito, calunia, injúria e incitação a violência.

As garantias que a nossa Constituição nos traz servem para responsabilizar aqueles que ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.

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