Sindsegur x Sindesp/RN

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Dado início a audiência de mediação, com questionamentos da parte da Desembargadora Maria do Perpetuo sobre a contraproposta do sindicato patronal, que de prontamente foi apresentada pelo advogado Emmanuel Batista, informando que os empresários querem manter o salário dos trabalhadores vigilantes sem reajuste salarial, ainda dando como exemplo o estado do Mato Grosso que aceitou não ter reajuste. Em contrapartida o Doutor Roberto Amorim auxiliado pelo Doutor Francisco Reis, derrubou os argumentos do advogado do Sindesp/RN.

Doutor Amorim explanou que vários sindicatos tiveram reajuste salarial de até 5% no Brasil, e os empresários estão se utilizando da pandemia, aproveitando de outras áreas de trabalho, onde tiveram várias demissões. Salientou ainda que de toda forma, a área de vigilância teve um crescimento absurdo de contratos durante o COVID-19. Enfatizou também o desleixo do Sindesp/RN em negociar e a falta do presidente patronal em não participar das audiências de negociação, desde o início.

Contudo, o Procurador Aroldo Teixeira do MPT pediu parecer do Ministério Público do Trabalho já que foi mediada a negociação anteriormente pelo Procurador Fabio Romero, o intuito é saber sobre o andamento das negociações entre sindicato laboral e patronal, no MPT. E a Desembargadora determinou prazo para o Sindesp/RN até o dia 29, quarta-feira, para apresentar proposta com substância, uma proposta mais realista. A Desembargadora ainda exigiu de qualquer forma a presença do presidente patronal na próxima sessão no dia 31 de julho, sexta-feira, às 9h. A audiência segue como pré-processual, significando que vem antes do processo no Tribunal de Justiça. O advogado do Sindesp/RN não gostou muito, porque, não tem como mais fugir da negociação coletiva de trabalho.  Seguimos firmes na luta com pensamento positivo. Sindsegur é Trabalho!